Biografia · História familiar

Nove gerações,
uma só família. Janot Marinho.

Por trás do nome Janot há uma família que atravessou o Atlântico várias vezes: da Lisboa de 1692 e dos Açores, de Olivença e da Borgonha francesa, passando por Montevidéu, pelo Rio imperial e por Campos dos Goytacazes, até chegar a Muriaé. Esta página reúne a árvore genealógica de André Janot e as histórias que os documentos contam.

9gerações documentadas
98antepassados identificados
1692data mais antiga, em Lisboa
5países de origem, com a França ainda em hipótese
A árvore

Quatro linhagens, um mesmo tronco.

Cada cor é uma linhagem. O lado paterno fica à esquerda e o materno à direita, com as gerações mais antigas nas bordas. As marcas “=” indicam antepassados que aparecem duas vezes, por causa de casamentos entre primos. Para proteger a privacidade da família, pessoas vivas não são identificadas.

Janot CONSULTORIA ESTRATÉGICA GENEALOGIA · 9 GERAÇÕES Árvore da família Janot Marinho Ascendência de André Felippe Janot Marinho, de Lisboa (1692) a Muriaé.AS QUATRO LINHAGENSMarinho · Janot · Rocha · Caldeiraa partir de Nelson Janot MarinhoBarcellos · Brasil · Gomes · Azambujaa partir de Dila Maria Brazil BarcellosFelippe · Dutra e Melloa partir do avô maternoRaimondoa partir de Lucia Raimondo Felippe=Antepassado que aparece duas vezes(casamentos entre primos — ver relatório)PaiMãeNelson Janot Marinho†Dila Maria BrazilBarcellos1939–1970Avô maternoLucia RaimondoFelippe1938–Ney da RochaMarinho1893–1964Nair CaldeiraJanot1905–Mauro Barcellos1911–1980Luzia Brasil1915–1967José Maria Marinho daSilva1848–1908Rita da Rocha1858–1946Benedicto Caldeira Janot1876–1960Zelina Janot1882–1923Alfredo Barcellos1882–1951Eleusina Eulalia Gomes1888–1951Antonio Carlos Brasil1876–Elvira Ferreira da Veiga1880–1963Ignacio Marinho da Silva–1889Maria Lucas da Silva1830–1914Brig. Justiniano Sabinoda Rocha1827–1885Julia Candida Rosado1835–1925Benedicto Jaques Janot1846–1902Anna de Azevedo Caldeira1849–1885Julio Jacques Janot1854–1933Ambrosina Maria da Silva1851–1933Alfredo Augusto VieiraBarcellos1852–1930Luiza Bulhões deAzambuja1854–1931Benedicto José Gomes–1922Eleusina Eulalia daCosta Teixeira1859–1922Carlos Augusto dosSantos Brasil†Candida Tavares Brasil†Joaquim José Ferreira daVeiga†Rosa Francisca daSilveira†José Joaquim da Rocha1780–1849Joaquina Caetana de Souza1795–1876João Antonio Rosado e Araujo1795–1869Firmina Cândida Fagundes1807–1838Janot Jaques†=Maria Denuelle Janot†=Manoel da Silva Caldeira–1855Francisca Maria de Jesus†Janot Jaques†=Maria Denuelle Janot†=José Caetano da Silva1820–1893Genoveva Maria de Jesus1830–1901Paulino Bento Vieira deBarcellos–1886Emilia Carolina de Souza1820–1892Dr. Luís Inácio Nascentes deAzambuja1811–1854Joana Isabel de OliveiraBulhões1831–1909José Vitorino da Rocha1748–1830Ana Gorgolina1740–1830Jeronimo Caetano de Souza1756–1819Joana Corrêa da Silva1761–José Rosado Vagado1749–1803Justina Rufina Balanheiros Hombrinho e Araujo1765–1846Zeferino Antônio Fagundes de Oliveira1784–1854Vicencia Constancia de Sousa1783–1853Capitão José Caetano da Silva1788–Maria Francisca das Neves†Domingos de Freitas Caldas1786–Teresa de Jesus das Neves Silva da Cunha1789–1851José Bento Vieira–1847Genoveva Theodolinda de Barcellos–1850Alferes José Luís de Sousa1786–1823Fausta Faustina de Oliveira1804–1874Manoel Theodoro de Araujo Azambuja1780–1859Maria Rita Nascentes Pinto1784–1830João Antônio de Carvalho Bulhões1786–1859Antônia Maria de Oliveira1805–1889Pedro da Rocha1692–Antônia Joaquina Januária da Mota1718–Bento Manoel de Souza†Custodia Maria de Oliveira†Francisco Gonçalves†Joanna da Costa†Antonio Marques Vogado1720–Margarida Ramalha1717–Nicolau José Hombrinhos de Araujo†Margarida Victoria Peregrina Faleiro†Jozé de Souza Pacheco1744–1807Maria Thereza Fagundes de Oliveira1751–1816João de Souza Escouto1779–Antonia Maria da Luz1782–1827Capitão Manoel José da Silva Cunha1758–=Josefa Maria das Neves1764–=Alferes Manoel Francisco Caldas†Ana Joaquina da Conceição†Antonio de Freitas Caldas1764–Maria Nunes do Espirito Santo1765–Capitão Manoel José da Silva Cunha1758–=Josefa Maria das Neves1764–=Antônio de Souza1749–Maria Alves de Souza1754–Ten.-Cel. Julião José de Oliveira1764–1836=Escolástica Rosa de Castilho–1840=Manoel de Araújo Gomes1726–Anna Felicia de Figueiredo Azambuja1746–Cel. Antonio Soares Nascentes Pinto1740–1812Rita Emiliana Gomes de Abreu1761–1826Alferes Manoel Antonio de Carvalho1753–1791Ignácia Pulquéria de Bulhões1759–1839Ten.-Cel. Julião José de Oliveira1764–1836=Escolástica Rosa de Castilho–1840= LADO MATERNO · EM PESQUISA Os bisavós maternos ainda não foram identificados. As certidões de casamento dos dois podem acrescentar até quatro gerações a esta metade da árvore.André FelippeJanot MarinhoMuriaé, MGPaisPaisAvósAvósBisavósBisavósTrisavósTrisavósTetravósTetravós5º avós5º avós6º avós6º avós7º avós7º avós9gerações98antepassados identificados1692data mais antiga4países de origemFonte: FamilySearch Family Tree (árvore PSC9-3JJ), consultada em 25/09/2026, e registros civis e paroquiais indexados · Numeração Sosa-Stradonitz · janot.com.br

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Marinho · Janot · Rocha · Caldeira

Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Rio Grande do Sul, Montevidéu, Lisboa, Évora, Olivença e Açores. É a linha mais longa: chega a Pedro da Rocha, em Lisboa, em 1692.

Barcellos · Brasil · Gomes · Azambuja

Suruí, Magé, Cantagalo e o Rio imperial. Reúne vereadores, militares, um presidente de província e um diplomata do Império.

Felippe · Dutra e Mello

Linha materna, ainda em pesquisa.

Raimondo

Linha materna de origem italiana, ainda em pesquisa.

Histórias da família

Quem foram, onde viveram.

As imagens mostram os lugares onde essas pessoas viveram, não as pessoas. Todas vêm da Wikimedia Commons, em domínio público ou com licença livre, com os créditos na legenda.

Igreja de Palinges, Saône-et-Loire (França)
Igreja de Palinges, Saône-et-Loire (França)GFreihalter, 2010 · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
HIPÓTESE + DOCUMENTOS · c. 1839 – 1960

Os Janot de Palinges a Campos

Janot Jaques e Maria Denuelle (nºs 72/73) e descendentes

O sobrenome Janot tem origem francesa. No Brasil, a família aparece em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, que na segunda metade do século XIX era um grande centro açucareiro. Ali, em 1870, Julio Jacques Janot é registrado como comerciante. Ele e o irmão, Benedicto Jacques Janot (c. 1846–1902), eram filhos de "Janot Jaques" e Maria Denuelle. O nome do pai quase certamente é Jacques Janot com a ordem trocada. Um terceiro irmão provável, Antonio Jacques Janot, também deixou descendência no Rio.

Os primos se reencontraram uma geração depois. Benedicto Caldeira Janot (c. 1876–1960), filho de Benedicto, casou-se com Zelina Janot (1882–1923), filha de Julio. O casal teve ao menos sete filhos. Uma delas foi Nair Caldeira Janot, nascida em 1905 e batizada na Candelária, que se casou com Ney da Rocha Marinho.

Resta saber de onde vieram. Um registro de Palinges, na Borgonha, anota o nascimento de Jule Jeannot, em 15 de abril de 1839, filho de Jacques Jeannot e Marie Denuel. São os mesmos nomes do casal da árvore, numa aldeia onde há Janot desde o século XVIII. É a melhor pista até agora, mas ainda falta o documento brasileiro que ligue as duas pontas.

Fontes desta história
  • FamilySearch: GJJK-C8M, GDBX-MTS, GDB6-R8Z, GWFL-QMN (certidões do Registro Civil do RJ)
  • FamilySearch: França, Saône-et-Loire, registros civis — Jule Jeannot, Palinges, 1839
Palácio do Governo de São Paulo em 1827, antigo Colégio dos Jesuítas
Palácio do Governo de São Paulo em 1827, antigo Colégio dos JesuítasJean-Baptiste Debret · domínio público · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO · 1780 – 1859

Manoel Theodoro de Araujo Azambuja presidente de São Paulo

Nº 164 — pai do Dr. Luís Inácio Nascentes de Azambuja

Nascido no Rio de Janeiro em 1780, Manoel Theodoro foi político e militar. De 20 de junho a 17 de novembro de 1831 governou a província de São Paulo como presidente, poucos meses depois da abdicação de D. Pedro I, num dos momentos mais instáveis do Império. A sede do governo paulista era o antigo Colégio dos Jesuítas, pintado por Debret poucos anos antes (imagem).

Casou-se com Maria Rita Nascentes Pinto, filha do coronel Antonio Soares Nascentes Pinto, e teve pelo menos catorze filhos. Um deles é o seu antepassado direto, o Dr. Luís Inácio Nascentes de Azambuja (1811–1854). Outro é o irmão dele, nascido em 1812: Joaquim Maria Nascentes de Azambuja, bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo (1836), que se tornou um dos grandes diplomatas do Império. Joaquim Maria foi ministro do Brasil nos Estados Unidos, em Bogotá, em Caracas, em Lima e em Assunção, especialista em questões de fronteira, e foi o último a ocupar o posto de oficial-maior da Secretaria de Estrangeiros. Morreu em 1896.

Fontes desta história
  • Wikipédia: "Manuel Teodoro de Araújo Azambuja"
  • FUNAG/Itamaraty: "Joaquim Maria Nascente de Azambuja"
  • IHGB (AtoM): Conselheiro Joaquim Maria Nascentes de Azambuja
  • FamilySearch: K2M9-7Y1 (lista de filhos)
Largo do Paço, Rio de Janeiro, século XIX
Largo do Paço, Rio de Janeiro, século XIXLouis-Auguste Moreaux e Louis Buvelot, cromolitografia · domínio público · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO · 1740 – 1812

Cel. Antonio Soares Nascentes Pinto o Rio antes da Corte

Nº 330 — avô de Luís Inácio Nascentes de Azambuja

Batizado na Candelária em 1740, pertencia a uma família de funcionários da Alfândega do Rio. O pai, Inácio Nascentes Pinto, era selador-mor, e o avô viera da Foz do Douro, no Porto. Em 1762 obteve do rei D. José I uma carta de brasão de armas, e em 1763 recebeu o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo. Foi vereador da Câmara do Rio em 1765, 1767, 1777 e 1783.

Morava na Rua da Quitanda, a poucos passos do Largo do Paço (imagem). Quando a família real chegou, em 1808, as casas dele na Rua das Marrecas entraram nas "aposentadorias", as requisições de imóveis para acomodar a comitiva. Depois ele teve de ir à Justiça para retirar o inquilino, que não queria mais sair. Herdou os ofícios da Alfândega por carta régia de 1795 e morreu em 1812.

Fontes desta história
  • FamilySearch: L41N-7V5 — biografia com base em Rui Vieira da Cunha e na habilitação à Ordem de Cristo
  • Contexto: a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro (1808)
Sítio arqueológico do Cais do Valongo e da Imperatriz, Rio de Janeiro
Sítio arqueológico do Cais do Valongo e da Imperatriz, Rio de JaneiroHalley Pacheco de Oliveira, 2012 · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO · FONTE ÚNICA · 1764 – c. 1837

Ten.-Cel. Julião José de Oliveira a pedra do cais

Nºs 326 e 334 — aparece duas vezes na árvore

Nascido em Suruí, Magé, em 1764, Julião começou como soldado do regimento de Moura (1789) e chegou a tenente-coronel de milícias do regimento de Inhomirim (1817). Em 1811 recebeu o hábito de cavaleiro da Ordem de Cristo. Era dono da Fazenda Suruí, com engenho e senzalas, e de terras em Saracuruna e no Morro da Conceição, no Rio.

Segundo a biografia registrada no FamilySearch, a pedreira que ele tinha na Conceição forneceu gratuitamente pedra para a construção do Cais do Valongo, em 1811. É uma informação de fonte única, que ainda deve ser confirmada em arquivo. O cais foi o principal ponto de desembarque de africanos escravizados no Brasil: entre 500 mil e 1 milhão de pessoas passaram por ali até 1831. Redescoberto em 2011, o sítio arqueológico (imagem) é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2017. Na Pedra do Sal, a travessa Coronel Julião leva o nome dele, por proposta do filho Pedro Antônio de Oliveira.

Julião aparece duas vezes na sua árvore: as filhas Fausta Faustina e Antônia Maria são avós, respectivamente, de Alfredo Augusto Vieira Barcellos e de Luiza Bulhões de Azambuja, que se casaram.

Fontes desta história
  • FamilySearch: LTLM-K4W (fatos e biografia)
  • Wikipedia: "Valongo Wharf" (1811; 500 mil–1 milhão; UNESCO 2017)
Igreja de Suruí, Magé (RJ)
Igreja de Suruí, Magé (RJ)TMbux, 2014 · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO · c. 1800 – 1980

Os Barcellos de Suruí ao Rio republicano

José Bento Vieira → Paulino Bento → Dr. Alfredo Augusto → Alfredo → Mauro

A linhagem começa em Suruí, Magé, no fundo da Baía de Guanabara. José Bento Vieira, vindo de Minas Gerais, foi vereador e juiz de paz de Suruí e morreu em 1847. Casou-se com Genoveva Theodolinda de Barcellos, nascida ali. O filho Paulino Bento Vieira de Barcellos foi fazendeiro em Euclidelândia e Cantagalo, na serra fluminense, que no século XIX era uma das maiores regiões cafeeiras do país.

O filho de Paulino, Dr. Alfredo Augusto Vieira Barcellos (1852–1930), formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1875. Em julho de 1888, um ano antes da proclamação, era diretor do Partido Republicano em São Fidélis. Casou-se com a prima Luiza Bulhões de Azambuja e teve sete filhos. Alfredo Barcellos (1882–1951) bacharelou-se em Direito em 1912, e o neto Mauro Barcellos (1911–1980) foi jornalista e advogado.

Fontes desta história
  • FamilySearch: GXCD-JYH, GDQH-7NW, KVRC-NNN, LKPS-W1F, G788-CRN
  • Wikipédia: "Cantagalo (Rio de Janeiro)" — região cafeeira no século XIX
Catedral Metropolitana de Montevidéu, onde Justiniano foi batizado em 1827
Catedral Metropolitana de Montevidéu, onde Justiniano foi batizado em 1827Nicolas Barriola, 2013 · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO · 1780 – 1911

Os Rocha de São Paulo a Montevidéu

José Joaquim da Rocha → Brig. Justiniano Sabino da Rocha → Rita da Rocha

José Joaquim da Rocha foi batizado na Sé de São Paulo em 1780 como filho de Antonio José Viana e Ana Gorgolina. Em 1795, José Vitorino da Rocha o reconheceu como filho. Na juventude, trabalhou na secretaria do governador da capitania, o marechal Franca e Horta, entre 1802 e 1810. O genro dele contou isso numa sessão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, em 1841. José Joaquim morou em Porto Alegre e depois em Montevidéu (c. 1820–1831), quando o Uruguai era a Província Cisplatina, ligada ao Brasil. Chegou a brigadeiro e morreu no Rio em 1849. Não é o político homônimo da Independência (Mariana, 1777–1848).

O filho Justiniano Sabino da Rocha foi batizado na Catedral de Montevidéu (imagem) em 22 de janeiro de 1827. Também chegou a brigadeiro e morreu em Rio Grande (RS) em 1885. Um irmão dele foi o Marechal Carlos Frederico da Rocha (1833–1901), e um filho, o General João Justiniano da Rocha (1849–1911). A filha Rita (1858–1946), nascida em Bagé, casou-se com José Maria Marinho da Silva. O casamento aparece nos registros com o sogro identificado como "Coronel Justiniano".

Fontes desta história
  • FamilySearch: 9XVQ-KPW, G8G6-N57 (batismo em Montevidéu), 6X8P-SZZ6 (casamento de Rita)
  • Revista do IHGB, tomo III (1841), p. 359 — parecer do Dr. Thomaz José Pinto Serqueira
  • Wikipedia: "José Joaquim da Rocha" (o homônimo, para distinguir)
A cidade de Pelotas (RS) em 1852, aquarela
A cidade de Pelotas (RS) em 1852, aquarelaHerrmann Rudolf Wendroth · domínio público · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO · c. 1830 – 1964

Os Marinho da Silva do Sul para o Rio

Ignacio Marinho da Silva e Maria Lucas da Silva → José Maria → Ney

Os Marinho da Silva vêm do Rio Grande do Sul. Ignacio Marinho da Silva morreu antes de 1889. A esposa, Maria Lucas da Silva (c. 1830–1914), terminou a vida em Pelotas, a próspera cidade das charqueadas, retratada em 1852 pelo aquarelista Wendroth (imagem). Um dos filhos, Ignácio (c. 1845–1900), ficou no Sul.

O outro, José Maria Marinho da Silva (1848–1908), casou-se com Rita da Rocha e mudou-se para o Rio. No FamilySearch ele aparece com a ocupação "general", dado que ainda precisa ser confirmado. O casal teve pelo menos oito filhos, com nomes que ecoam o Prata e a República, como Argentina, Lincoln e Asdrubal. Um deles foi Ney da Rocha Marinho (1893–1964), médico, que se casou com Nair Caldeira Janot. O filho de Ney e Nair, Nelson Janot Marinho, foi engenheiro.

Fontes desta história
  • FamilySearch: PHQF-DRB, PHQX-JT8, PHQN-5L1, GDLY-S47, G788-6VV
  • Registro Civil do RJ: nascimentos dos filhos de José Maria (1886–1896)
Igreja de Santa Maria Madalena, Olivença
Igreja de Santa Maria Madalena, OlivençaTagido, 2008 · domínio público · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO + CONTEXTO · 1749 – 1925

Os Rosado de Olivença a Bagé

José Rosado Vagado e Justina Rufina → João Antonio Rosado e Araujo → Julia Candida Rosado

Justina Rufina Balanheiros Hombrinho e Araujo nasceu em Olivença em 1765, quando a vila ainda era portuguesa. Em 1801, pelo Tratado de Badajoz, Olivença passou à Espanha, e Portugal nunca reconheceu formalmente a perda. Ela casou-se com José Rosado Vagado, nascido em Évora em 1749, e morreu em Alter do Chão em 1846.

O filho João Antonio Rosado e Araujo (1795–1869) atravessou o Atlântico e se fixou na fronteira gaúcha. Ali casou-se com Firmina Cândida Fagundes, de Caçapava do Sul, que morreu em Bagé em 1838, com 31 anos. Ele morreu em 1869 do outro lado da fronteira, em Tacuarembó, no Uruguai. A filha Julia Candida Rosado (Bagé, 1835–1925) casou-se com o brigadeiro Justiniano Sabino da Rocha, e assim os Rosado se unem aos Rocha e aos Marinho.

Fontes desta história
  • FamilySearch: LK79-8BS, LK79-85F, L858-CK1, L2J6-18Q, G8G6-5X9
  • Wikipédia: "Olivença" (Tratado de Badajoz, 1801)
Porto das Velas, ilha de São Jorge, Açores
Porto das Velas, ilha de São Jorge, AçoresJ. L. Ávila Silveira / P. Noronha e Costa · domínio público · Wikimedia Commons
DOCUMENTADO + CONTEXTO · 1744 – 1854

Os Souza Pacheco e Fagundes açorianos no Sul

Jozé de Souza Pacheco e Maria Thereza Fagundes de Oliveira → Zeferino → Firmina

Jozé de Souza Pacheco nasceu em Velas, na ilha de São Jorge, nos Açores, em 19 de agosto de 1744. Como milhares de ilhéus no século XVIII, veio povoar o extremo sul do Brasil, onde casais açorianos ajudaram a fundar vilas e a ocupar a fronteira com a América espanhola. Casou-se com Maria Thereza Fagundes de Oliveira, nascida em Rio Grande em 1751, e ambos morreram em Encruzilhada do Sul (1807 e 1816).

O filho Zeferino Antônio Fagundes de Oliveira nasceu em Porto Alegre em 1784 e se casou com Vicencia Constancia de Sousa. Deles vem Firmina Cândida Fagundes, avó materna de Rita da Rocha. É por essa linha que o sangue açoriano chega até a família Marinho.

Fontes desta história
  • FamilySearch: KN5V-GVV, LZF7-N68, LZFS-H88, L4BP-KZV
  • Contexto: imigração açoriana no Rio Grande do Sul, século XVIII
Como foi feita a pesquisa

O que é fato, o que é pista.

A árvore foi reconstruída a partir da Árvore Familiar do FamilySearch e de registros civis e paroquiais indexados: batismos, casamentos e óbitos do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, de Portugal, do Uruguai e da França. Cada história traz uma etiqueta com o grau de certeza:

DOCUMENTADO

Fatos apoiados em registro ou em fonte publicada.

FONTE ÚNICA

Vem de um só relato. É provável, mas merece confirmação em arquivo.

HIPÓTESE

Pista forte, ainda sem prova definitiva.

CONTEXTO

A história do lugar e da época em que a pessoa viveu.

Referências

Fontes consultadas

Tem uma foto, um documento ou uma correção sobre a família? Fale com a gente.